O Mercado Livre, maior plataforma de e-commerce da América Latina, acaba de lançar uma nova vertical de produtos digitais voltada ao universo gamer. A iniciativa marca um passo decisivo da empresa em direção a um setor em franca expansão e deixa clara a importância dos games para o varejo. Com a inclusão de gift cards, créditos e assinaturas para serviços de PlayStation, Xbox e Nintendo.
Mais do que uma aposta isolada, essa decisão revela uma tendência que vem ganhando força em todo o ecossistema varejista: entender o crescimento do mercado de games no Brasil e adaptar o portfólio para dialogar com esse público já não é uma vantagem competitiva, mas uma exigência de quem deseja acompanhar os novos hábitos de consumo. Ao investir em soluções digitais voltadas aos jogadores, o varejo se posiciona como parte de um novo ciclo econômico, movido por engajamento, recorrência e inovação. Apostar nesse segmento é, acima de tudo, uma escolha estratégica.
Crescimento da indústria de games no Brasil
A evolução da indústria de games no Brasil ao longo da última década reflete um avanço sólido e contínuo, tanto em termos de produção quanto de consumo. Em 2014, o país contava com aproximadamente 150 estúdios de desenvolvimento. Hoje, são mais de 1.000 empresas ativas, segundo a ABRAGAMES, representando um crescimento de quase 600% na estrutura produtiva do setor. Esse salto foi acompanhado por um aumento expressivo na força de trabalho e na produção de jogos nacionais — só entre 2020 e 2022, mais de 2.200 títulos foram desenvolvidos no país.
A visão do Diretor de Vendas da RCELL, João Boccoli, reforça esse panorama:
“Vejo o mercado amadurecendo, abrindo espaço para um crescimento acentuado por meio de melhorias como a localização dos títulos cada vez mais frequente para o português do Brasil e a flexibilização dos meios de pagamento digitais, importantes para o nosso mercado.”
Além do desenvolvimento, o consumo também avançou significativamente. Segundo a Newzoo, em 2024 o mercado global de games alcançou US$190 bilhões, um crescimento de 2,1% em relação ao ano anterior, com mais de 3,4 bilhões de jogadores ativos em todo o mundo. No Brasil, que segue como maior mercado da América Latina, o público não apenas cresceu em volume, mas também diversificou seus hábitos. Como aponta Boccoli: “Hoje metade do Brasil se considera gamer e não é uma força de expressão! Segundo a PGB 2024, 50,5% dos entrevistados se consideram gamers, com destaque para o crescimento da preferência por jogos em smartphones, especialmente entre as mulheres.”
Esse ciclo de expansão não se resume à pandemia, mas foi catalisado por ela. Para Boccoli, “o crescimento só não foi maior por impossibilidade de produção por parte da indústria. Mas o legado foi toda a nova leva de consumidores que se aproximaram dessa forma de entretenimento durante a quarentena e mantiveram o hábito após o fim do confinamento.”
Como o varejo pode se posicionar estrategicamente no universo gamer
Com um setor que movimenta bilhões, abrange metade da população brasileira e exibe alto grau de engajamento, os games deixaram de ser uma categoria de nicho para se tornarem peça central na estratégia de varejistas que desejam expandir portfólio, fidelizar públicos e aumentar recorrência. Ignorar esse comportamento seria fechar os olhos para um consumidor exigente, conectado e disposto a investir em experiências digitais — desde conteúdos virtuais até plataformas completas de entretenimento.
Nesse contexto, o papel do varejo vai muito além da venda de consoles e acessórios. “O empresário interessado tem que fazer a lição de casa para não oferecer raquete de tênis para corredor de 100m rasos. É imprescindível saber onde focar e acertar o mix de produtos para reduzir os riscos da operação”, diz Boccoli. A análise de público e a curadoria do portfólio são essenciais. Afinal, o comportamento de um jogador casual de mobile games é radicalmente diferente do perfil de consumo de um fã de e-sports ou entusiasta de hardware de ponta.
Além disso, o varejo precisa entender que o setor gamer é fragmentado em múltiplas frentes: software, hardware, serviços digitais e até licenciamento de marcas. Cada uma dessas frentes exige uma abordagem comercial específica. O surgimento de novas plataformas, como os handheld PCs (Steam Deck, Rog Ally, Legion Go), amplia ainda mais as possibilidades de atuação e reposicionamento das lojas físicas e digitais. E mais: com a popularização dos serviços por assinatura e dos gift cards, produtos digitais passaram a ter um protagonismo nunca visto no setor.
A RCELL como distribuidora estratégica no mercado gamer
Diante de um cenário tão promissor, contar com um parceiro de distribuição que compreende a complexidade do mercado gamer é mais do que uma escolha comercial. É uma decisão estratégica. A RCELL, com sua trajetória consolidada e expertise em tecnologia, está preparada para abastecer o varejo com as marcas mais desejadas e os produtos mais relevantes para esse público exigente e em constante transformação.
Com um portfólio robusto, a RCELL distribui as principais referências do setor, como PlayStation, Asus, Razer, Viper Pro e monitores gamer, garantindo não apenas disponibilidade de estoque, mas também agilidade, suporte técnico e inteligência de mercado para que seus parceiros estejam sempre à frente. Essa capacidade de integração entre oferta, conhecimento e velocidade de entrega faz da RCELL uma aliada fundamental para varejistas que desejam aproveitar todo o potencial do segmento gamer.
Oferecer os produtos certos é apenas o começo. Com a RCELL, o varejo pode ir além, com soluções que transformam o mercado, conhecimento que gera resultados e compromisso com a excelência em cada entrega.